Sábado, 15 de Abril de 2006

Farmácia

Um milagre não é a suspensão de uma lei natural, mas sim o resultado de uma lei maior...</p> Um beijo para todos

farmacia.jpg

Teresa era uma menina precoce de 8 anos, quando ouviu o seu Pai e a sua Mãe a conversar sobre o seu irmãozinho, André. Tudo que ela sabia, era que ele estava doente e que eles não tinham dinheiro. Mudariam-se para um apartamento num bairro mais debilitado no próximo mês, porque o Pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e a renda do apartamento.

Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvá-lo agora, e parecia que não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes o dinheiro. Ela ouviu seu pai dizer:</br>
- Somente um milagre poderá salvá-lo agora...</p>
Teresa foi ao seu quarto e puxou um frasquinho de vidro do seu esconderijo do armário.

Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente. Três vezes. O total tinha que estar exacto. Não havia margem de erro.
Colocando as moedas de volta no vidro com cuidado e fechando a tampa, ela saiu devagarinho pela porta traseira e andou 5 quarteirões até a Farmácia local.</p> Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento. Teresa esfregou os pés no chão para fazer barulho. Nada! Ela limpou a garganta com o som mais terrível que ela conseguiu fazer. Nem assim! Por fim, ela bateu no vidro da porta. Finalmente! </p>

-O que queres? - perguntou o farmacêutico com voz aborrecida..

-Não vês que estou a conversar com o meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos!! - disse ele sem esperar resposta pela sua pergunta. </p>- Bem, eu quero falar-lhe sobre meu irmão.. - Teresa respondeu no mesmo tom aborrecido. </p>- Ele está realmente doente... e eu quero comprar um milagre.</p>- Como?- balbuciou o farmacêutico atônito.</p>- Ele chama-se André e está com alguma coisa muito má a crescer dentro da cabeça e o meu Pai diz que só um milagre poderá salvá-lo.Por isso... quanto custa um milagre? </p>- Não vendemos milagres aqui, rapariga. Desculpa mas não posso ajudar-te - respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave. </p>- Oiça, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa.</p> O irmão do farmacêutico era um homem bem vestido. Ele deu um passo à frente e perguntou à menina:</p>- Que tipo de milagre o teu irmão precisa?</p>- Não sei... - respondeu Teresa, levantando os olhos para ele. - Só sei que ele está muito mal e a minha Mãe diz que ele precisa ser operado. Mas o meu Pai não pode pagar, então quero usar meu dinheiro.</p>- E quanto dinheiro tens? - perguntou o homem de Chicago. </p>- Um Euro e 11 cêntimos. - Teresa respondeu quase num sussurro.- E é tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso!</p>- Bolas! Que coincidência! -sorriu o homem </p>- Um Euro e 11 cêntimos - exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos.</p>Ele segurou o dinheiro com uma mão e dando a outra mão à menina, disse:</p>- Leva-me até aonde moras. Quero ver o teu irmão e conhecer os teus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre de que precisas </p>
Esse senhor bem vestido era um cirurgião, especializado em neuro-cirurgia. A operação foi feita com sucesso e sem custo algum, e meses depois André estava em casa novamente, recuperado. Os Pais comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos.</p>
- A cirurgia foi um milagre real. Gostaria de saber quanto deve ter custado? - Sussurrou a Mãe
Teresa sorriu...</p>

Ela sabia exactamente quanto custa um milagre... um Euro e onze cêntimos... mais a fé de uma menina...
publicado por Gina Geadas às 13:39
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